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15 de março de 2013
Alguns pequenos sonhos malucos
Estava revirando algumas coisas antigas minhas e achei essa "lista de desejos" que fiz quando era pequena... o que acham?
- Entrar dentro do espelho
- Invadir uma casa sombria e abandonada e encontrar fantasmas (fantasmas pra mim naquela época era a Turma do Penadinho...)
- Ter móveis falantes
- Conseguir chegar até a costa da África nadando (nunca deixaram, sempre falavam para eu voltar pro raso porque tava indo muito fundo no mar mimimi)
- Descobrir um mundo mágico debaixo da minha cama
- Ter uma geladeira cheia de doces que nunca acabam
- Ouvir a conversa de fadinhas no meio da madrugada
- Ficar pequena e ir morar na minha casinha de bonecas
- Receber visita de alienígenas ou ser abduzida e levada a um outro planeta
- Entrar dentro do meu livro, desenho ou filme preferido
- Ter uma biblioteca mágica secreta em casa
- Poder falar com as plantas e animais
- Mergulhar numa piscina de chocolate
- Respirar debaixo d'água
- Ter o poder de mudar a aparência do jeito que eu quisesse apenas descrevendo como eu iria querer ficar
- Achar um amuleto secreto em um baú velho e ganhar poderes
- Ser levada ao Pólo Norte de trenó para conhecer o Papai Noel
- Flagrar meus brinquedos interagindo e conversando entre si
Por
Kay Spencer
às
15:07
18 de janeiro de 2013
Uma história real
Decidi contar aqui uma pequena parte da minha própria vida, uma parte que eu considero ruim. Ultimamente, o assunto de "bullying" está na moda, e estão ocorrendo várias divulgações de informações em escolas a respeito disso, causando mal-entendidos. Para mim, bullying - ou o ato de tornar a vida de alguém um inferno - não é simplesmente dar apelidos desrespeitosos para alguém, ignorá-lo ou excluí-lo do seu grupo de amigos, é algo bem mais sério. E eu acredito que aconteceu comigo.
Quando eu morava no sul, era amiga de quase todas as garotas da minha sala, nos dávamos bem e eu não tinha que me preocupar se eu aparentava ser infantil demais - tínhamos todas de 8 a 10 anos, a maioria ainda brincava de boneca, como eu, e nós mesmas nos considerávamos crianças.
Quando eu completei 9 anos de idade, fui para o Rio, e entrei numa escola que eu acabei não gostando muito por ser religiosa. Logo depois, mudei para uma escola mais alternativa, menos rigorosa. Nessa escola, as garotas já eram todas mais velhas, com uns 12, 13 anos, e agiam como se tivessem mais. Se recusavam a brincar com brinquedos, só falavam de garotos, se exibiam para eles e falavam palavrão. E, acima de tudo, abominavam pirralhinhas como eu. De cara, quando ingressei na escola, elas já não foram muito com a minha cara - eu não me interessava por garotos, tirava notas ótimas e me comportava como a criança que eu era e me orgulhava em ser. Não demorou muito para que elas começassem a me chamar de retardada, pirralha, idiota - mas, quando faziam isso, falavam que era só brincadeira. Eu deixava passar, mas elas continuavam me chamando disso cada vez mais frequentemente e com menos tom de brincadeira. Bastava eu tropeçar, falar alguma bobagem, entrar na sala errada ou chegar antes delas na fila da cantina que elas faziam uma rodinha em volta de mim, me xingando até que eu chorasse. Contei isso para a minha mãe, que disse para eu contar à psicóloga da escola. Foi o que eu fiz. No dia seguinte, a psicóloga chamou todas nós na sala dela, e perguntou para mim o que eu tinha feito para elas me xingarem daquela maneira.
"Nada, eu nunca fiz nada para elas", eu disse.
"Isso é mentira, elas são boas meninas, não podem estar te xingando sem motivo".
"Mas é o que elas estão fazendo!"
"Tem certeza que você nunca fez nada para elas? Meninas, vocês querem falar alguma coisa sobre isso?"
As meninas deram um sorrisinho besta e disseram:
"Ah não, não é por nada, a gente só faz isso por brincadeira, a gente xinga todo mundo de brincadeira!"
Não era verdade. Elas não xingavam os outros colegas e muito menos umas às outras, era exclusivamente comigo. A psicóloga percebeu que elas estavam mentindo, mas só disse:
"Bem, então parem de fazer essas brincadeiras com ela, porque ela não gosta? ok?"
"Ok!"
Achei que essa conversa resolveria alguma coisa. No entanto, assim que saímos da sala, uma delas disse:
"Se você fizer ela ligar para a minha mãe, eu vou te matar, sua idiota!"
"Mas por que vocês me xingam assim? O que foi que eu fiz, afinal? Desculpa se eu fiz alguma coisa que vocês não gostaram..."
"O que você fez? Você nasceu retardada! É por isso que a gente te odeia!". Ela me deu um beliscão e as outras riram. Eu comecei a chorar.
Durante o resto do ano, tentei fazer amizade com outras pessoas, mas todo mundo tinha uma visão ruim de mim. As meninas espalhavam mentiras sobre mim para todo mundo, de que eu tinha piolhos, comia meleca, roubava as coisas dos outros, não tomava banho, e todo mundo acreditava. Ou tinham nojo ou tinham pena de mim, mas não queriam ser meus amigos. Não havia ninguém para desabafar, para brincar, ou pelo menos alguém que me defendesse.
Continuei falando tudo isso para a psicóloga, mas ela já não se importava mais com o meu caso, me ignorava, falava que não tinha solução, que eu teria que "conversar com as meninas a sós para tentar melhorar essa situação". Eu chegava chorando em casa, e minha mãe brigava comigo, dizia que eu era boba por não me defender, que eu não tinha amigos porque era chata e vivia de cara feia, que eu não deixava as outras pessoas se aproximarem de mim e queimava meu próprio filme, que eu devia me enturmar melhor. Cansada de me ver sempre sozinha em casa, ela começou a me obrigar a ligar para as minhas colegas para convidá-las a virem para a minha casa e tentar ser amiga delas. Eu implorava para não ligar, chorava, mas todo fim de semana eu acabava ligando para alguém para não ficar de castigo. Minhas colegas começaram a me ridicularizar por isso ("até parece que eu vou sair com você") e implicavam comigo cada vez mais por eu tentar me aproximar delas. Me trancavam na sala durante o recreio, roubavam as coisas que eu emprestava para elas, rasgavam os desenhos que eu fazia, me batiam quando ninguém estava olhando, me obrigavam a fazer o dever de casa delas, quebravam as minhas coisas. O recreio inteiro delas era dedicado a me fazer sofrer, e elas se divertiam cada vez mais com isso. Não ficavam satisfeitas até me ver chorar, e nem mesmo meus pais ou a coordenação escolar se preocupavam em me afastar delas. Implorei várias vezes para trocar de turma e para sair da escola, mas meus pais viviam dizendo que, se eu fizesse isso, iria "me render à situação". Tive que aguentar isso sozinha por mais de 2 anos, e eu ainda era uma criança.
Sei que fui boba em não me defender e deixar isso chegar até esse ponto. Hoje em dia, eu agiria diferente, mas naquela época eu não tinha maturidade para isso. As coisas só ficaram mais calmas quando as duas meninas que mais implicavam comigo saíram do colégio, e as outras perderam a vontade de fazer isso, apenas falavam mal de mim pelas costas. Nenhuma menina desse grupo levou suspensão ou sequer uma advertência para casa por tudo que elas fizeram. A escola se negou a reconhecer que foi bullying, e considerou que foi uma briga em que os dois lados tiveram culpa, e eu só me negava a admitir que também tinha. Eu admitiria se soubesse o que foi que eu fiz de errado, mas ninguém sabia ao certo. Sempre quis saber qual foi a minha culpa, de ser mais nova que elas? De tirar notas melhores? De ser feia, desengonçada, falar um pouco esquisito? De não querer dançar funk ou sei lá?
Tem meninas que se drogam ou até se matam por passar muito menos do que eu passei. E eu escrevi tudo isso para dizer que você não carrega esse peso para a vida toda. A escola é apenas uma fase da vida, e pode ser uma fase ruim, mas qualquer maltrato, qualquer memória negativa pode ser superada. Não se deixem levar pela opinião de pessoas que não te conhecem e não gostam de você. Sim, é triste lembrar disso, mas o que você é agora é apenas uma parte da pessoa maravilhosa que você pode se tornar, se tomar as decisões corretas e se superar as coisas ruins que podem fazer com você.
Quando eu morava no sul, era amiga de quase todas as garotas da minha sala, nos dávamos bem e eu não tinha que me preocupar se eu aparentava ser infantil demais - tínhamos todas de 8 a 10 anos, a maioria ainda brincava de boneca, como eu, e nós mesmas nos considerávamos crianças.
Quando eu completei 9 anos de idade, fui para o Rio, e entrei numa escola que eu acabei não gostando muito por ser religiosa. Logo depois, mudei para uma escola mais alternativa, menos rigorosa. Nessa escola, as garotas já eram todas mais velhas, com uns 12, 13 anos, e agiam como se tivessem mais. Se recusavam a brincar com brinquedos, só falavam de garotos, se exibiam para eles e falavam palavrão. E, acima de tudo, abominavam pirralhinhas como eu. De cara, quando ingressei na escola, elas já não foram muito com a minha cara - eu não me interessava por garotos, tirava notas ótimas e me comportava como a criança que eu era e me orgulhava em ser. Não demorou muito para que elas começassem a me chamar de retardada, pirralha, idiota - mas, quando faziam isso, falavam que era só brincadeira. Eu deixava passar, mas elas continuavam me chamando disso cada vez mais frequentemente e com menos tom de brincadeira. Bastava eu tropeçar, falar alguma bobagem, entrar na sala errada ou chegar antes delas na fila da cantina que elas faziam uma rodinha em volta de mim, me xingando até que eu chorasse. Contei isso para a minha mãe, que disse para eu contar à psicóloga da escola. Foi o que eu fiz. No dia seguinte, a psicóloga chamou todas nós na sala dela, e perguntou para mim o que eu tinha feito para elas me xingarem daquela maneira.
"Nada, eu nunca fiz nada para elas", eu disse.
"Isso é mentira, elas são boas meninas, não podem estar te xingando sem motivo".
"Mas é o que elas estão fazendo!"
"Tem certeza que você nunca fez nada para elas? Meninas, vocês querem falar alguma coisa sobre isso?"
As meninas deram um sorrisinho besta e disseram:
"Ah não, não é por nada, a gente só faz isso por brincadeira, a gente xinga todo mundo de brincadeira!"
Não era verdade. Elas não xingavam os outros colegas e muito menos umas às outras, era exclusivamente comigo. A psicóloga percebeu que elas estavam mentindo, mas só disse:
"Bem, então parem de fazer essas brincadeiras com ela, porque ela não gosta? ok?"
"Ok!"
Achei que essa conversa resolveria alguma coisa. No entanto, assim que saímos da sala, uma delas disse:
"Se você fizer ela ligar para a minha mãe, eu vou te matar, sua idiota!"
"Mas por que vocês me xingam assim? O que foi que eu fiz, afinal? Desculpa se eu fiz alguma coisa que vocês não gostaram..."
"O que você fez? Você nasceu retardada! É por isso que a gente te odeia!". Ela me deu um beliscão e as outras riram. Eu comecei a chorar.
Durante o resto do ano, tentei fazer amizade com outras pessoas, mas todo mundo tinha uma visão ruim de mim. As meninas espalhavam mentiras sobre mim para todo mundo, de que eu tinha piolhos, comia meleca, roubava as coisas dos outros, não tomava banho, e todo mundo acreditava. Ou tinham nojo ou tinham pena de mim, mas não queriam ser meus amigos. Não havia ninguém para desabafar, para brincar, ou pelo menos alguém que me defendesse.
Continuei falando tudo isso para a psicóloga, mas ela já não se importava mais com o meu caso, me ignorava, falava que não tinha solução, que eu teria que "conversar com as meninas a sós para tentar melhorar essa situação". Eu chegava chorando em casa, e minha mãe brigava comigo, dizia que eu era boba por não me defender, que eu não tinha amigos porque era chata e vivia de cara feia, que eu não deixava as outras pessoas se aproximarem de mim e queimava meu próprio filme, que eu devia me enturmar melhor. Cansada de me ver sempre sozinha em casa, ela começou a me obrigar a ligar para as minhas colegas para convidá-las a virem para a minha casa e tentar ser amiga delas. Eu implorava para não ligar, chorava, mas todo fim de semana eu acabava ligando para alguém para não ficar de castigo. Minhas colegas começaram a me ridicularizar por isso ("até parece que eu vou sair com você") e implicavam comigo cada vez mais por eu tentar me aproximar delas. Me trancavam na sala durante o recreio, roubavam as coisas que eu emprestava para elas, rasgavam os desenhos que eu fazia, me batiam quando ninguém estava olhando, me obrigavam a fazer o dever de casa delas, quebravam as minhas coisas. O recreio inteiro delas era dedicado a me fazer sofrer, e elas se divertiam cada vez mais com isso. Não ficavam satisfeitas até me ver chorar, e nem mesmo meus pais ou a coordenação escolar se preocupavam em me afastar delas. Implorei várias vezes para trocar de turma e para sair da escola, mas meus pais viviam dizendo que, se eu fizesse isso, iria "me render à situação". Tive que aguentar isso sozinha por mais de 2 anos, e eu ainda era uma criança.
Sei que fui boba em não me defender e deixar isso chegar até esse ponto. Hoje em dia, eu agiria diferente, mas naquela época eu não tinha maturidade para isso. As coisas só ficaram mais calmas quando as duas meninas que mais implicavam comigo saíram do colégio, e as outras perderam a vontade de fazer isso, apenas falavam mal de mim pelas costas. Nenhuma menina desse grupo levou suspensão ou sequer uma advertência para casa por tudo que elas fizeram. A escola se negou a reconhecer que foi bullying, e considerou que foi uma briga em que os dois lados tiveram culpa, e eu só me negava a admitir que também tinha. Eu admitiria se soubesse o que foi que eu fiz de errado, mas ninguém sabia ao certo. Sempre quis saber qual foi a minha culpa, de ser mais nova que elas? De tirar notas melhores? De ser feia, desengonçada, falar um pouco esquisito? De não querer dançar funk ou sei lá?
Tem meninas que se drogam ou até se matam por passar muito menos do que eu passei. E eu escrevi tudo isso para dizer que você não carrega esse peso para a vida toda. A escola é apenas uma fase da vida, e pode ser uma fase ruim, mas qualquer maltrato, qualquer memória negativa pode ser superada. Não se deixem levar pela opinião de pessoas que não te conhecem e não gostam de você. Sim, é triste lembrar disso, mas o que você é agora é apenas uma parte da pessoa maravilhosa que você pode se tornar, se tomar as decisões corretas e se superar as coisas ruins que podem fazer com você.
Por
Kay Spencer
às
12:15
29 de dezembro de 2012
Quem tem medo?
Não, não estou falando do medo genérico - medo de ser assaltado, medo de perder alguém querido, medo de morrer - porque isso todo mundo tem. Estou falando do medo que incomoda, do medo que te torna diferente. Você tem isso? Eu tenho.
Às vezes é ridículo. Não consigo dormir sem a luz do corredor / do banheiro acesa, não consigo ficar sozinha em casa à noite, não consigo acordar no meio de um pesadelo sem ligar a TV ou ir dormir em outro quarto. Sim, eu sei que eu tenho 17 anos, já devia estar pensando em começar a trabalhar e ir morar sozinha, e até hoje tenho medo de ficar sozinha na minha própria casa. Por quê? Porque eu tenho medo. De. Ver. Uma. Droga. De. Espírito.
"Tá, mas espíritos não existem". "Tá, mas se um espírito fizer contato com você, não vai ser pra te fazer mal, vai ser pra te avisar alguma coisa". Ok, falar é fácil, durante o dia eu também não acredito em espíritos. Mas fala isso pra mim quando eu tiver quase chorando de medo, sozinha, de noite. É incrível: pode não ter nada no meu quarto, mas basta algum móvel estalar / o vizinho de cima fazer algum barulho / alguma coisa cair que tudo se torna bem real. Não, felizmente nunca cheguei a ver nenhum espírito. Mas fico de cabelo em pé somente de pensar na ideia. Histórias de espíritos, então, brrrr!
Então, como eu não tenho ideias para finalizar a postagem, vou deixar uma foto de presente pra vocês de uma garotinha muito simpática.
Boa noite :)
Por
Kay Spencer
às
19:55
27 de julho de 2012
Volta às aulas
Nunca entendi o porquê, mas eu adoro a volta às aulas depois das férias de verão. Gosto do cheiro do material novo, de começar o ano com o estojo cheio de canetas coloridas e borrachas com formatos engraçados. Gosto de pensar que estudar não é tão ruim assim e que eu serei uma aluna melhor do que eu fui no ano passado. Gosto de pensar que esse ano eu posso tirar algumas notas acima de 9. Gosto de pensar em rever os amigos no recreio. Fico até feliz ao pensar na minha letra caprichada quando eu copiar o quadro. Mas então eu percebo que, ao mesmo tempo que as aulas começam, as férias acabam.
Acabam os dias em que eu posso ir dormir a hora que quiser e enrolar o quanto quiser na minha caminha na hora de acordar. Acabaram os dias que eu não tenho que me preocupar em fazer algum dever. Acabam os dias em que eu posso fazer o que quiser e sair com quem quiser. Acabaram os lanchinhos gostosos no meio da tarde. E o que é que começou?
Começou comigo acordando às 5:45 da madrugada, quase chorando para o tempo voltar e eu poder dormir mais um pouco. Depois, às 6:30 da manhã, pego um ônibus lotado preso num engarrafamento todos os dias, para atravessar a mesma rua, descer a mesma ladeira, passar pelo mesmo portão, subir pela mesma escada, sentar na minha carteira preferida e encontrar os mesmos colegas. Depois, é hora de morrer de sono durante a aula, se esforçar a aula toda para dormir e ainda ser taxado de vagabundo que não presta atenção quando eu não me controlo e acabo dormindo sem querer. Assistir as mesmas aulas de Física e Química sem entender nada e ter que estudar horrores perto da semana de provas. Passar a aula inteira pensando em comida e não ter dinheiro para comprar lanche no recreio. Aliás, passar o recreio ouvindo seus amigos reclamarem que estão com sono, com fome, com frio, com calor, sem ter qualquer conversa produtiva. Depois voltar para as mesmas aulas e só pensar em ir pra casa. Isso quando não tem as simpáticas aulas à tarde, ocorrentes 3x por semana na minha escola, ou seja, uma maratona de 4 aulas morrendo de sono e sem recreio. Depois, levar mais ou menos 1h voltando para casa, pois às 5h da tarde o engarrafamento é bem pior do que de manhã, e só ter tempo de ver um pouco de TV, tomar um banho, entrar no computador, jantar e dormir. E ainda ouvir os pais reclamando que a gente não estuda o suficiente.
Chegam então as férias de julho, quando todos os dias você encontra os amigos, vai à festas, restaurantes, passeia com a família, come tudo que é gostoso (para compensar todos os almoços ruins que tivemos durante as aulas à tarde) e engorda horrores, acorda todos os dias com um sol gostoso no seu rosto, e passam duas semaninhas rapidinhas e ela acaba. Em poucos segundos estou na mesma sala de aula boiando em algum exercício de Matemática, e me preocupando se sexta eu vou poder sair ou se terei que ficar estudando em casa. E lembrar que vai ser assim a vida toda, porque depois da escola, vem a faculdade, o estágio, o trabalho, então daqui pra frente só fica pior... não é mole, não.
Por
Kay Spencer
às
11:28
19 de julho de 2012
À fada madrinha
Querida fada madrinha, caso um dia você apareça, realize esses desejos:
1. Em primeiro lugar, que o mundo se torne um lugar justo e pacífico, onde todo mundo nasça com as mesmas condições e oportunidades para ser feliz.
2. Quero ficar bem inteligente, de modo que eu nunca tire uma nota abaixo de 8 nos boletins para o resto da minha vida e passe no vestibular sem sofrimento. E para o futuro, quero um trabalho que eu goste, ganhe bastante e quase nunca precise levar coisa para fazer em casa.
3. Pensando bem, eu quero dinheiro infinito. Para que eu nunca deixe de fazer nem comprar nada por falta de dinheiro.
4. Quero os amigos mais verdadeiros e confiáveis do mundo. Aqueles que se importam de verdade, que te convidam para tudo e que demonstrem ser bons amigos sempre, para que eu nunca precise me preocupar ou sofrer com a perda de amigos.
5. Queria não ser tão tímida: quero parar de gaguejar sempre que eu vou falar com estranhos. Quero parar de falar tão baixo. Quero ter assunto quando for conversar com gente nova. Quero ter coragem de falar as coisas na cara. Quero ter coragem de não perdoar as pessoas quando elas não merecem, e parar de ser tão boazinha.
6. Não quero nunca mais brigas em família. Que tudo seja resolvido com um bom diálogo.
7. Quero que as pessoas parem de julgar os outros e escolher amigos pelas coisas em comum e serem mais abertas a pessoas diferentes delas mesmas. Assim elas vão saber que não existe nada como a troca de experiências e conhecimentos em todos os âmbitos para fortalecer ainda mais uma amizade.
8. Quero o fim de todos os vícios do mundo. Ninguém pode ser escravo de um objeto. Quando queremos ser independentes e livres, só pensamos em não depender mais dos nossos pais. Não pensamos em não depender de drogas (lícitas ou ilícitas), trabalho, açúcar, esporte, opinião dos outros...
9. Queria modificar só um pouquinho o meu corpo: queria ter o cabelo sempre longo e bem liso, arrumado o tempo todo, com a franja sempre no lugar certo. Queria que as minhas coxas e a barriga deixassem de ser gordinhas e flácidas e passassem a ser durinhas e musculosas. Queria ter a cintura uns 10cm mais fina depois disso. Queria que as minhas pernas fossem mais grossas. Queria que as minhas unhas fossem compridas e fortes para que eu nunca mais tivesse vontade de roer. Queria que a minha pele não fosse tão branca a ponto de aparecer tantas veias, e também para que eu conseguisse me bronzear só um pouquinho. Queria que meus dentes fossem sempre muito brancos e o hálito sempre muito fresco, inclusive no momento em que eu acordar. Queria não ter olheiras. Queria que não crescessem pêlos em lugar nenhum do meu corpo exceto na sobrancelha e nos cílios, para que eu nunca mais precisasse me depilar. Queria que as minhas orelhas não fossem tão pontudas e fossem mais redondinhas. Queria que a minha mão e meus dedos não fossem tão gordos. Queria pés um pouquinho menores. Queria ter a visão perfeita para nunca mais ter problemas na hora de pegar um ônibus (ou de copiar o quadro no dia em que esqueço o óculos).
10. Quero ser feliz pra sempre...
1. Em primeiro lugar, que o mundo se torne um lugar justo e pacífico, onde todo mundo nasça com as mesmas condições e oportunidades para ser feliz.
2. Quero ficar bem inteligente, de modo que eu nunca tire uma nota abaixo de 8 nos boletins para o resto da minha vida e passe no vestibular sem sofrimento. E para o futuro, quero um trabalho que eu goste, ganhe bastante e quase nunca precise levar coisa para fazer em casa.
3. Pensando bem, eu quero dinheiro infinito. Para que eu nunca deixe de fazer nem comprar nada por falta de dinheiro.
4. Quero os amigos mais verdadeiros e confiáveis do mundo. Aqueles que se importam de verdade, que te convidam para tudo e que demonstrem ser bons amigos sempre, para que eu nunca precise me preocupar ou sofrer com a perda de amigos.
5. Queria não ser tão tímida: quero parar de gaguejar sempre que eu vou falar com estranhos. Quero parar de falar tão baixo. Quero ter assunto quando for conversar com gente nova. Quero ter coragem de falar as coisas na cara. Quero ter coragem de não perdoar as pessoas quando elas não merecem, e parar de ser tão boazinha.
6. Não quero nunca mais brigas em família. Que tudo seja resolvido com um bom diálogo.
7. Quero que as pessoas parem de julgar os outros e escolher amigos pelas coisas em comum e serem mais abertas a pessoas diferentes delas mesmas. Assim elas vão saber que não existe nada como a troca de experiências e conhecimentos em todos os âmbitos para fortalecer ainda mais uma amizade.
8. Quero o fim de todos os vícios do mundo. Ninguém pode ser escravo de um objeto. Quando queremos ser independentes e livres, só pensamos em não depender mais dos nossos pais. Não pensamos em não depender de drogas (lícitas ou ilícitas), trabalho, açúcar, esporte, opinião dos outros...
9. Queria modificar só um pouquinho o meu corpo: queria ter o cabelo sempre longo e bem liso, arrumado o tempo todo, com a franja sempre no lugar certo. Queria que as minhas coxas e a barriga deixassem de ser gordinhas e flácidas e passassem a ser durinhas e musculosas. Queria ter a cintura uns 10cm mais fina depois disso. Queria que as minhas pernas fossem mais grossas. Queria que as minhas unhas fossem compridas e fortes para que eu nunca mais tivesse vontade de roer. Queria que a minha pele não fosse tão branca a ponto de aparecer tantas veias, e também para que eu conseguisse me bronzear só um pouquinho. Queria que meus dentes fossem sempre muito brancos e o hálito sempre muito fresco, inclusive no momento em que eu acordar. Queria não ter olheiras. Queria que não crescessem pêlos em lugar nenhum do meu corpo exceto na sobrancelha e nos cílios, para que eu nunca mais precisasse me depilar. Queria que as minhas orelhas não fossem tão pontudas e fossem mais redondinhas. Queria que a minha mão e meus dedos não fossem tão gordos. Queria pés um pouquinho menores. Queria ter a visão perfeita para nunca mais ter problemas na hora de pegar um ônibus (ou de copiar o quadro no dia em que esqueço o óculos).
10. Quero ser feliz pra sempre...
Por
Kay Spencer
às
11:28
12 de julho de 2012
[Dias conturbados]
Olá! Pois é, eu sei que quase ninguém leu, mas o blog esteve intacto esse último mês... já explico o motivo.
Meu primeiro vestibular era 16 de junho. Então, como vocês devem saber, eu passei as duas últimas semanas estudando pra caramba. E adivinhem se deu resultado?? Não, não deu >=(
Passei esse tempo todo estudando e me privando de um montão de coisas para tirar uma nota equivalente a 63/100. Se é ruim? Não, não é ruim. Mas não é o suficiente para passar para Direito, que é a faculdade que eu quero fazer. Bem, paciência. Ainda haverão outros vestibulares em setembro, outubro e novembro (e até lá é melhor eu estudar muita matemática e física...)
E para conturbar ainda mais o meu mês de junho, não houve uma festa junina sequer e logo na semana seguinte tive que me preparar para as provas bimestrais do colégio. Vida de estudante não é fácil, ainda mais de estudante do terceiro ano do ensino médio :/
Bem, estou escrevendo isso para explicar porque estive ausente e para desabafar um pouco da minha raiva também... e, meus queridos leitores, não se desesperem por causa da falta de postagens, pois depois de amanhã minhas férias começam e hoje mesmo ainda postarei mais alguma coisa. Vou aproveitar para tirar o atraso e escrever muito!!
Beijinhos :*
Meu primeiro vestibular era 16 de junho. Então, como vocês devem saber, eu passei as duas últimas semanas estudando pra caramba. E adivinhem se deu resultado?? Não, não deu >=(
Passei esse tempo todo estudando e me privando de um montão de coisas para tirar uma nota equivalente a 63/100. Se é ruim? Não, não é ruim. Mas não é o suficiente para passar para Direito, que é a faculdade que eu quero fazer. Bem, paciência. Ainda haverão outros vestibulares em setembro, outubro e novembro (e até lá é melhor eu estudar muita matemática e física...)
E para conturbar ainda mais o meu mês de junho, não houve uma festa junina sequer e logo na semana seguinte tive que me preparar para as provas bimestrais do colégio. Vida de estudante não é fácil, ainda mais de estudante do terceiro ano do ensino médio :/
Bem, estou escrevendo isso para explicar porque estive ausente e para desabafar um pouco da minha raiva também... e, meus queridos leitores, não se desesperem por causa da falta de postagens, pois depois de amanhã minhas férias começam e hoje mesmo ainda postarei mais alguma coisa. Vou aproveitar para tirar o atraso e escrever muito!!
Beijinhos :*
Por
Kay Spencer
às
17:37
5 de novembro de 2011
Escola, uma jaula de crianças.
Tome cuidado ao ir pra escola. É um lugar assustador, cheio de pessoas estranhas. É um agrupamento de menores de 18 anos encarcerados para pensarem todos da mesma forma e realizarem tarefas incoerentes com o próprio conhecimento, apenas por causa de números. Sem falar nos seres estranhos que se encontram por lá.
As garotas costumam estar em dois tipos de grupos. O primeiro é a tribo das garotas maquiadas que fazem escova todo sábaado à noite - as "baladeiras". Seus assuntos costumam ser: fofocar (porém jamais falando bem dos outros), quem está pegando quem, quem estava esquisito na festa, o que aconteceu na festa, quem ficou bêbado demais, etc. O segundo grupo é formado por aquele tipo de menina que senta no colo das amigas, levanta os braços e começa a cantar músicas com a miguxa, com a mesma potência vocal de uma dupla sertaneja. Gostam de andar de pés descalços e mascam chiclete o tempo todo. Às vezes criam mantras e espalham suas profecias pelos quadros negros da escola, escrevendo as letras profundas das músicas que gostam. E, se você reparar, é impressionante como todas elas conseguem falar, pensar e agir da mesma maneira. Algum dia a Sociologia ainda vai estudar este estranho comportamento dentro das escolas.
Os garotos costumam ser divididos em mais subgrupos. Na sua maioria, há aqueles que só sabem falar de futebol. Mas existem mais, é claro: os fanáticos por videogame, os tarados, os certinhos, os que ainda não saíram do armário, os doidos por rock dos anos 70, entre outros. Você pode identificá-los de acordo com o assunto que falam e, principalmente, com o que está escrito no final do caderno de cada um. (Por exemplo: os que não tiverem nada são os certinhos que gostam de manter o caderno llimpo e organizado, os que tiverem placares do último campeonato são os loucos por futebol, os que tiverem letras bizarras de música são roqueiros, etc).
E quando você pensa que não podem existir mais problemas dentro daquele recinto, surge algo apavorante: a matéria. Claro, algumas são fáceis, outras difíceis, algumas gostamos, e outras não. Mas o que a coordenação escolar faz hoje em dia para nos passar de ano é impressionante. Em vez do esquema ser "quanto mais sabe a matéria, maior a nota", o esquema é "quanto mais o professor gosta de você e mais trabalhinhos fofos que não condizem com a matéria você faz, mais pontinhos de simpatia você ganha". Ou seja, o essencial é ser educado e ter capricho na hora dos trabalhinhos, e fazer cara de peninha quando tirar nota baixa no teste para poder chorar os pontos para o professor que fica com pena porque "você é esforçado" e te dá pontinhos sem nenhum merecimento.
Sem falar nos professores engraçadinhos que mandam você estudar "só" uma horinha por dia sua respectiva matéria, quando outros 13 ou 14 professores pedem o mesmo. Como se você não ficasse, no mínimo, um terço da sua vida dentro da escola, você tem que aumentar a dor de cabeça em casa. E mais, sempre, mas SEMPRE vai haver no mínimo dois ou três professores que você não suporta, vai se ferrar em suas respectivas matérias e terá que estudá-las para a recuperação quando todos estão de férias. Não é legal?
Resumindo: a escola, meu bem, é um zoológico. E mais: um zoológico nojento sem limpador de jaula. E nem adianta mudar: todas as escolas serão iguais, não por causas particulares, mas por causa de um pensamento geral da sociedade, o "jeitinho brasileiro" de educação. E não é à toa que a educação do Brasil anda tão fraca. E não adianta investimento do governo, não adianta nos empurrarem mais conteúdo, não adianta aumentar a rigorosidade nem preparar melhor para o vestibular: a verdadeira razão é essa, ou melhor, são essas que citei aí em cima. Os educadores que se cuidem. Até quando tudo isso vai se resolver do nosso jeitinho?
Por
Kay Spencer
às
11:44
14 de outubro de 2011
Coisas da nossa infância
Estive lembrando com alguns amigos sobre certos costumes da nossa infância. Será que somos os únicos?
- Levar um tapão numa briguinha boba e falar: "não doeu".
- Se esconder tão bem no pique-esconde que a brincadeira já acabou há 1 hora, todo mundo já foi pra casa e você continua escondido.
- Entre as meninas, arranjar duas melhores amigas para brincar de Três Espiãs Demais.
- Ser fã de Sandy e Júnior sem ter a maturidade de entender o que é talento vocal.
- Chorar quando viajar e esquecer o bichinho de pelúcia preferido :'( - isso é triste!
- Chorar porque perdeu a gincana do colégio.
- Querer responder todas as perguntas da professora pra ganhar estrelinha! ***
- Entre os meninos, ser o excluído da sala porque ainda brinca de cartas de Yu-Gi-Oh e não comprou uma Beyblade.
- Fazer panelinha de "melhor amiga" com uma coleguinha só pra brincar com as Barbies dela.
- Falar mal do inspetor e se achar o máximo porque já está na 5ª série e estuda de manhã
- Ver filme da Disney comendo pipoca!
- Saber a coreografia do Ragatanga e dançar o recreio inteiro.
- Ir na pracinha depois da aula!
- Comprar balas na cantina escondido da mãe.
- Jogar futebol de mesa e ficar falando que "gol de goleiro vale 2" só porque está perdendo.
- Colecionar figurinha do Big Big sem ter o álbum.
- Pedir todos os dias pra mãe te levar no McDonald's.
- Fazer um monte de rabiscos e achar que é o novo Michelângelo só porque a mãe/a professora elogiou.
- Aproveitar que os pais foram no mercado pra pular e dar cambalhota na cama deles.
- Fazer escândalo na hora da janta porque achou uma coisinha verde no meio da comida (vulgo "tempero").
- Fazer a maior bagunça sem nenhum problema e fazer um circo na hora de arrumar.
- Comprar um daqueles celulares de brinquedo e mentir pra todo mundo que é de verdade.
- Entre as meninas, usar maquiagem falsa, se achar a nova Miss Brasil e depois ficar toda vermelha de alergia.
- Perguntar "por quê?" a cada 15 segundos.
- Pedir pra sentar no banco da frente do carro porque "ninguém tá olhando".
- Passar na banca todos os dias depois da escolinha pra comprar gibi da Mônica.
- Ir pra festa do amiguinho, não trazer presente, dar prejuízo para o buffet de cachorro-quente e docinhos, encher o saco da "tia" da recreação e estourar todos os balões achando que é a coisa mais divertida do mundo.
- Se esconder tão bem no pique-esconde que a brincadeira já acabou há 1 hora, todo mundo já foi pra casa e você continua escondido.
- Entre as meninas, arranjar duas melhores amigas para brincar de Três Espiãs Demais.
- Ser fã de Sandy e Júnior sem ter a maturidade de entender o que é talento vocal.
- Chorar quando viajar e esquecer o bichinho de pelúcia preferido :'( - isso é triste!
- Chorar porque perdeu a gincana do colégio.
- Querer responder todas as perguntas da professora pra ganhar estrelinha! ***
- Entre os meninos, ser o excluído da sala porque ainda brinca de cartas de Yu-Gi-Oh e não comprou uma Beyblade.
- Fazer panelinha de "melhor amiga" com uma coleguinha só pra brincar com as Barbies dela.
- Falar mal do inspetor e se achar o máximo porque já está na 5ª série e estuda de manhã
- Ver filme da Disney comendo pipoca!
- Saber a coreografia do Ragatanga e dançar o recreio inteiro.
- Ir na pracinha depois da aula!
- Comprar balas na cantina escondido da mãe.
- Jogar futebol de mesa e ficar falando que "gol de goleiro vale 2" só porque está perdendo.
- Colecionar figurinha do Big Big sem ter o álbum.
- Pedir todos os dias pra mãe te levar no McDonald's.
- Fazer um monte de rabiscos e achar que é o novo Michelângelo só porque a mãe/a professora elogiou.
- Aproveitar que os pais foram no mercado pra pular e dar cambalhota na cama deles.
- Fazer escândalo na hora da janta porque achou uma coisinha verde no meio da comida (vulgo "tempero").
- Fazer a maior bagunça sem nenhum problema e fazer um circo na hora de arrumar.
- Comprar um daqueles celulares de brinquedo e mentir pra todo mundo que é de verdade.
- Entre as meninas, usar maquiagem falsa, se achar a nova Miss Brasil e depois ficar toda vermelha de alergia.
- Perguntar "por quê?" a cada 15 segundos.
- Pedir pra sentar no banco da frente do carro porque "ninguém tá olhando".
- Passar na banca todos os dias depois da escolinha pra comprar gibi da Mônica.
- Ir pra festa do amiguinho, não trazer presente, dar prejuízo para o buffet de cachorro-quente e docinhos, encher o saco da "tia" da recreação e estourar todos os balões achando que é a coisa mais divertida do mundo.
Por
Kay Spencer
às
20:34
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