26 de fevereiro de 2013

Sim ou não?



Você passa o dia inteiro pensando nele, fica superfeliz quando o encontra e tem vontade de passar todos os dias perto dele. Se sente melhor do que nunca perto dele. Quando ele te toca, mesmo sem querer, você não quer largá-lo nunca mais. Passa o dia inteiro tentando saber mais coisas sobre ele. Ele é bonito, inteligente, engraçado e atencioso. E está solteiro.
Do meu ponto de vista pessoal, quando eu gosto de alguém, não conto para ninguém, nem mesmo para os meus melhores amigos. Gosto de manter tudo em segredo para evitar fofocas. E tenho um talento especial para não dar a menor pista que gosto daquela pessoa. Disfarço minha felicidade, meus olhares, meu nervosismo, minha vontade de falar com ele, meus pensamentos, tudo. Mas também não o evito nem o ignoro: trato ele como eu trato qualquer outro menino. E, dessa maneira, ninguém que ele é a pessoa que eu gosto. Ora, podia ser ele, mas podia ser qualquer outra pessoa.

E eis que um dia acontece algo especial - ele te olha de um jeito diferente, te faz um elogio fofo, tem vontade de conversar mais com você. Até aí, normal. Você fica flutuando de felicidade por dias, não é? Não consegue parar de sorrir por nada, parece uma boba. Aí vem o pensamento fatídico: "será que ele gosta de mim?". E começamos a conversar com nós mesmas.
- Não seja boba, ele só te elogiou, aposto que ele já fez isso com várias outras garotas.
- Mas será que ele não sente por mim algo que sentiu por essas outras garotas?
- Você pode só ter interpretado aquele elogio de maneira errada. Ele só estava tentando ser simpático com você.
- Mas por que ele estava tentando ser simpático comigo? Pode ser que ele tenha algumas intenções a mais.
- Deixa disso, não é só porque ele te elogiou que ele está a fim de você.
- Então por que ele fez isso? Só pra me deixar feliz?
Essas conversas com a gente mesma duram o dia inteiro e nunca levam a nenhuma conclusão. Você pergunta a opinião dos seus amigos: aquela amiga que desconfia de qualquer coisinha acha que ele está louco por você, mas aquela amiga meio desiludida amorosamente diz que você só está se enganando e tem que ter cuidado para não se magoar. Você continua na mesma: "será que ele gosta de mim? Mas será que ele gosta de mim tanto quanto eu gosto dele?" por dias, semanas e até meses. Até que aquele olhar, elogio ou conversa se torna algo banal, não se repetiu, não se prolongou e a felicidade passou. No entanto, você continua sentindo as mesmas coisas por ele.

E um dia, você ouve ele dizer frases como: "sou feio", "estou carente", "nenhuma garota gosta de mim", "nenhuma garota me acha bonito", "queria tanto ter uma namorada", etc. E aí???
Aí você se remexe toda mas continua calada. Que vontade de contar tudo pra ele, não é?
- Não! Não conta nada - diz a sua voz interior pessimista. - Imagina que papel de boba você vai passar. Ele nem deve gostar de você. Se ele ficar contigo, é só porque está desesperado, e não porque está a fim de você de verdade. Você quer que ele goste de você, não que ele fique com você só porque é a única opção que ele tem!
- Sim! Conte na primeira oportunidade! - diz a voz otimista. - Imagina como ele vai ficar feliz de saber que tem alguém gostando tanto dele! Com certeza ele vai ficar com você, olha como ele está carente! Vai que ele está até apaixonado? Você faria tanta diferença na vida dele, seria tão especial!
- Não, não, não! Olha que vergonha! Ele provavelmente vai rir da sua cara! Quem disse que ele te acha bonita? Quem disse que ele quer ficar com você? Isso estragaria toda a amizade de vocês! Vai se arriscar por essa bobagem?
- Vai, vai sim... melhor se arrepender de ter feito isso, do que não ter feito!

As vozes continuam brigando, e, enquanto elas se decidem, você decide ficar quietinha pensando o que é melhor. E, enquanto você pensa, uma sirigaita aparece lá e rouba ele.
Se você tivesse contado logo, você poderia estar no lugar daquela sirigaita.
Se você tivesse contado logo, vocês poderiam nem estar se falando agora, pois arruinaria a amizade caso ele não gostasse de você.
Jamais teremos como saber do que nos arrepender. E o pior é que não aprendemos nada com isso. Porque, no próximo amor, você decide contar... e estraga tudo. No outro, você decide não contar novamente... e estraga tudo. É um jogo de sorte ou azar, e não de estratégia, infelizmente.

Um comentário:

  1. resebeu meu comentario neh? tava mo grande! (como sempre)hahaha

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